O sistema de cobrança de pedágios no Paraná gera polêmicas
O sistema free flow (pedágio eletrônico sem cancela) está gerando forte debate e impacto político no Paraná. Não se sabe ao certo como, onde será implementado e como será cobrado, pois não constam nos contratos.
O tema do free flow é destaque na retomada dos trabalhos da ALEP em 2026, com debates sobre os novos contratos de concessão e resistência de parlamentares paranaenses ao modelo ou à forma de aplicação.
No free flow, os veículos ao passarem nos pórticos com sensores e câmeras, são identificados por um TAG ou placa, e a cobrança eletrônica deveria ser proporcional à distância percorrida. Mas, até o momento, parece não ser isto.
Ainda está bastante obscura para a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), que tem realizado audiências públicas para debater o sistema para não causar impactos imprevistos e até ilegais.
Alguns deputados estaduais expressaram preocupação sobre o free flow nas áreas urbanas e conurbadas. Pedem regras mais claras para evitar que os moradores tenham que pagar tarifas cheias em deslocamentos curtos, o que vai onerar a população local de forma muito injusta.
No trecho da BR 369, entre Arapongas e Rolândia, a instalação de pórticos eletrônicos gerou reação de prefeitos e lideranças locais, resultando em intervenção do Governo do Estado.
A população, até o momento, percebe a falta de transparência no processo e teme que as alterações de contratos vão repetir os 24 anos de pedágios pagos até o ano de 2021. E cabe o dever da fiscalização dos órgãos públicos e da justiça.
A população precisa saber o que está acontecendo. A próxima audiência sobre o pedágio está prevista para o dia 22 de fevereiro, às 17 horas, na ALEP.
Instituto Prevenir