Nacional




Dia 25 de maio - Dia do Trabalhador Rural

Yassuo Curiaki - Instituto Prevenir

Dia 25 de maio, Dia do Trabalhador Rural. Talvez não há muitos motivos para comemoração, mesmo com o potencial do nosso agronegócio. Mas para pensar... Esta profissão socialmente depreciada, pouco valorizada, tradicionamente não requer escolaridade, veste roupas simples e sujas, usa botina e chapéu. Historicamente, esta categoria vem sofrendo em detrimento às políticas públicas urbanas. Falta o apoio público dos três níveis de governo, no que é básico, as "estradas rurais", no direito de ir e vir. É preciso urbanizar o campo e proporcionar condições dignas para a população rural, que ainda é significativa no Brasil.

A atividade rural é de risco, depende das condições climáticas, das condições econômicas de mercado e agora, da falta de mão de obra. É o primeiro elo das cadeias produtivas de alimentos que não determina o preço de seus produtos e que mais sofre com as flutuações de mercado. A categoria está nas rédeas das grandes empresas multinacionais na aquisição de insumos, sementes, agrotóxicos e fertilizantes. O único patrimônio do Trabalhador Rural ou do Produtor Rural é a terra, conquistada com o seu esforço ou transferida de geração a geração.

A recuperação e preservação do meio ambiente são inegáveis na conservação do ecossistema. O Produtor Rural é o mais pressionado a atender às exigências ambientais. Não que não deva, mas pouco se discute e cumpre a legislação ambiental em outras categorias econômicas.

A falta de alimentos já é uma realidade, tornando-se mais caros e inacessível para a população mais pobre... Não é de hoje, as famílias são forçadas a saírem de suas terras, são encurraladas nas periferias das cidades, sem trabalho, sem moradia, na fome ou no mínino, tendo uma alimentação nutricionalmente inadequada. Quanta incoerência num país com grandes extensões de terras cultiváveis, suficientes para alimentar e sem precisar desmatar.

Tributariamente, observa-se empreendimentos rurais justificados para a lavagem de dinheiro, atividades econômicas que sonegam impostos (que também são injustos) e justificam o seu capital na atividade rural, tornando-a improdutiva na prática.

Temos o luxo de depredar, falta de assistência técnica e incentivos na política de conservação de solos. O solo brasileiro está empobrecendo...

Mesmo assim, o mundo está de olho e enxerga oportunidades no Brasil. As grandes economias e seus empresários infiltram-se no país e manipulam a política brasileira.

E onde fica o Trabalhador Rural nessa história?

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