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O futuro da pecuária de leite depende de uma maior integração entre produtor e indústria

A produção primária de leite precisa ser incentivada e pode ser mais eficiente desde que haja maior integração com a indústria. Mesmo assim, o setor de leite cresceu 59% entre 2011 e 2020, puxado pelos estados do Sul. 

 

O Brasil precisa aprimorar o seu sistema de produção, mas há dificuldades nos investimentos nas áreas de nutrição, saúde e mecanização da produção pecuária de leite. Representa um forte componente econômico-social, e investimentos nessa cadeia podem gerar benefícios importantes em termos de agregação de valor e desenvolvimento regional.

Outro elo da cadeia do leite que proporciona oportunidades é o consumo local. O consumo per capita de produtos lácteos cresceu somente 3% entre 2011 e 2020 (saindo de 168 litros por habitante/ano para 172 litros por habitante/ano), ficando abaixo da taxa de crescimento da população brasileira, que foi de 8% no período.

O consumo per capita de lácteos no Brasil, incluindo o leite e derivados, está abaixo do volume absorvido por Estados Unidos (327 litros/ano), Europa (233 litros/ano) e Argentina (265 litros/ano), com destaque especial para o nosso vizinho sul-americano.

O Brasil encontra-se como grande exportador de alimentos. A China é uma das principais economias do mundo e uma grande importadora de alimentos. Os chineses intensificarão a transformação da produção animal em seu país e importarão parte relevante de sua necessidade de proteína animal de países com elevado nível de qualidade sanitária, como é o caso do Brasil. O mercado internacional pode ser uma oportunidade para destravar ainda mais o desenvolvimento da cadeia produtiva de lácteos brasileiro.

Contratos e a Lei da Integração como alternativa para o setor lácteo  brasileiro | MilkPoint

 


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